quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Bandido bom


Mate um ministro. Pode ser da Previdência.
Mate a senhorinha que joga papel na via pública.
Mate um empresário fraudador do Sistema Único de Saúde.
Mate um motorista bêbado. Se for menor de idade, melhor.
Mate um ex-governador. Ou uma ex-governadora.
Mate um parente lobbysta.
Mate um deputado federal.
Mate um jornalista. E um dono de jornal. Aliás, comece por este último.
Mate um médico que vende cirurgias no hospital público.
Mate um juiz negociador de sentenças.
Mate um vereador. De preferência antes da revisão do Plano Diretor.
Mate um ministro do Supremo.
Mate um viado. Qualquer um.
Mate um motorista de ônibus que recusou parada a um idoso.
Mate um policial que pede o 'do café' numa blitz.
Organize uma filinha e fuzile uma família oligarca centenária. Não deixe um.
Mate um lojista sonegador de impostos.
Mate uma prefeita ligada às causas ambientais.
Mate um prefeito ligado à causa própria.
Mate um industrial que frauda o banco de horas extras dos funcionários.
Mate um desembargador. De preferência, presidente do Tribunal de Justiça.
Mate um dono de posto de gasolina.
Mate um jovem que exibe seu paredão de som na orla.
Mate o maconheiro, o traficante, seu cachorro, a mulher e o amante.
Mate aquele cara do contrato para o transporte escolar na zona rural.
Mate um aspone pego na BR com a mala cheia de grana.
Mate uma dondoca estacionada em fila dupla na Afonso Pena.
Mate um promotor que reclama da alta dos combustíveis, assim que ele descer da Hilux.
Mate um engenheiro que assina o projeto sem ler.
Mate um perito da companhia de seguros.
Mate qualquer advogado aparentando boa índole. L e n t a m e n t e.
Mate, um a um, os integrantes da comissão de licitação.
E aquele ali, um poeta?
Acerte bem no meio da testa.

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