sexta-feira, 4 de novembro de 2011

wado

A trilha da semana tem a assinatura de Everton Dantas, que já foi enfant e hoje é só terrible. Foi pelas mãos dele que o link do disco novo do Wado chegou às nossas oiças e, agora, às de vossas senhorias.

Ei-lo:


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Wado disponibilizou o disco para download gratuito em seu site oficial. Recomendo.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Contracultura

Na disciplina de Henrique Magalhães, sobre Socialidade nas Mídias, uma das aulas previstas era sobre os quadrinhos underground brasileiros. Para isso, era necessário à turma conhecer algumas informações sobre a contracultura (brasileira e norte-americana) que serviram como pano de fundo para o surgimento desses quadrinhos. Afinal, a maioria desses autores ou vinha do desbunde ou sofria influência direta dele.

Como é um assunto importante para minha pesquisa, afinal o aspecto contracultural de Spider Jerusalem (e da cultura digital como um todo) me parece fundamental para entender seu ethos jornalístico, sugeri uma apresentação introdutória sobre o tema.

O principal problema, nesse caso, foi fugir do que está escrito no livro 'Contracultura Através do Tempo - Do mito de Prometeu à cultura digital', de Ken Goffman e Dan Joy,  a fonte mais completa sobre o assunto que localizei. As demais eram muito presas ao período em que surgiu o termo, nos anos 1960, e precisava encontrar uma ponte que me possibilitasse expandir o termo para outros momentos históricos. Ca-bum.

De todo modo, ainda consegui enfiar algumas citações do 'O que é Contracultura', de Carlos Alberto Pereira (por sinal, muito fraquinho) e outros autores mais ligados à cibercultura, como Adriana Amaral, André Lemos e Mark Dery (seu Velocity Escape é sensacional, recomendo).

Ainda assim, uns 85% do seminário foram mesmo chupados do Goffman & Joy. Taí os slides.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Sobre jornalistas e HQs

Semana passada, apresentei um seminário sobre um aspecto central da minha pesquisa de mestrado, a representação do jornalista nas histórias em quadrinhos.

A proposta foi delinear algumas características do jornalista enquanto grupo social. Para isso, usei como base o livro 'Teorias do Jornalismo vol. 2. A Tribo Jornalística, uma comunidade interpretativa transnacional'. O interessante na obra é a proposta de explicar que o modo de ser e de viver do jornalista influencia a maneira como as notícias são produzidas.

A partir dessas características, Traquina enumera os mitos que permeiam a ideologia profissional dos jornalistas. Desse ponto em diante, parto dos conceitos propostos pelo pesquisador Erick Felinto para imaginário e imaginário tecnológico (que ele por sua vez vai buscar em Walter Benjamin e Wolfgang Iser) para identificar como esse mitos são reproduzidos nos personagens em quadrinhos que trabalham como jornalistas.

Minha intenção é ver como esses mitos aparecem em Transmetropolitan, de Warren Ellis e Darick Robertson, e como os autores os manipulam para fazer sua própria crítica à prática jornalística.

Segue aí a apresentação de slides:


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

achtung baby

Minha amiga virtual, guru cyberpunk e U2ólatra Adriana Amaral levantou a lebre dos 20 anos do álbum Achtung Baby. É o primeirão entre os meus favoritos da banda (seguido pelo Joshua Tree e - pasmem - o Pop).


Faz uma semana que tento parar de escutar isso aqui. Pessoas de coração fraco devem evitar essa versão da Patti Smith (atenção, eu disse Patti Smith) para Until the End of the World.



domingão


Domingão com carlónzito tem cara de quê?



(achei esse fanclip bacana por que o carinha é kurt cobain purinho)



quarta-feira, 26 de outubro de 2011

little nemo

Hei de ter a oportunidade de um dia pôr as mãos numa edição de luxo com todas as histórias de Little Nemo in Slumberland, do Winsor McCay.

Pra quem não é do 'ramos', como diria Abimael do Sebo Vermelho, Little Nemo tem para os quadrinhos um impacto semelhante com, digamos, o surgimento de um Encouraçado Potemkin para o cinema, se considerarmos a importância que cada um teve para a narrativa em suas artes.

(Bom, alguém pode salientar que McCay nesse caso estaria mais para Méliès do que para Eisenstein. Que seja.)

Esse arrodeio todinho é para que vocês deem (nova ortografia na área, galera) uma olhada nesse fórum de discussão em que tá rolando o desafio de atualizar, recontextualizar, viajar em cima, pirar na batatinha, inspirado nos quadrinhos de Little Nemo. Basta ir navegando pelas páginas do tópico para se deparar com umas besteiras, mas também outras artes animais. Coisa fina.

Para quem nunca viu uma página de Nemo, sabe nem o que djabo é isso, dá pra tirar esse atraso de vida visitando essa página aqui.

Stay tuned.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Sobre a FLIQ

Estive em Natal no fim de semana passado participando da Feira de Livros e Quadrinhos de Natal. Fui por 2 motivos.

O primeiro foi pegar meu quinhão pela participação na coletânea 10 Contos, resultado do I Prêmio BNB de Contos, realizado na Feira do Livro de Mossoró. Fiquei entre os 10 selecionados, ganhei 10 exemplares, tomei umas 10 latinhas pra comemorar. Acho que vou jogar no bicho.

O outro motivo foi participar de um bate-papo com o cartunista Reinaldo, alter-ego mais pobre do outro Reinaldo, o cara do Casseta e Planeta. Pense numa criatura gente fina. Eu mesmo, se trabalhasse na Globo e tivesse passado pelo Pasquim, só andava a dois palmos do chão, feito Frei Damião. O cara é zero por cento frescura.

Só não foi melhor porque os caras podiam pelo menos ter pago minha passagem.

Reinaldo devia estar tirando alguma onda, só não era comigo

Me, myself and I

Onze dias fora do blog, resolvendo de tudo um pouco. Final do MPBeco, seminário do grupo de pesquisa do mestrado, lançamento de revista eletrônica, Feira do Livro e Quadrinhos de Natal. Ufs.

No dia 15 foi publicada uma entrevista comigo no blog Calangotango, capitaneado pelo Sávio Hackradt e feita pelo Paulo Henrique. A ideia é ótima, são 10 perguntas a serem respondidas em no máximo 140 caracteres, o infame limite do twitter. Como o PH não é jornalista, nem sempre as perguntas fogem do lugar comum, mas com o tempo ele vai pegar o jeito.

Saquem aí o link: http://bit.ly/tBrDIB

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

sobrescrever

Tive uma péssima formação acadêmica. Culpa minha e, também, da reca de professor sem futuro com quem convivi durante o curso de comunicação social na UFRN. No frigir dos ovos, só cheguei a experimentar o tal texto científico na hora da temida monografia (e, no meu caso, foi um projeto experimental - mas levei o relatório a sério). Por isso, tem sido um desafio me adaptar ao discurso acadêmico no mestrado.

Escrever, para quem tem costume, não é complicado. Mas, para quem tem algum critério, é também um sofrimento. Mas, o pior até agora tem sido preparar os artigos científicos como se fosse a primeira vez. Sabe aquela sensação que se tem, ao chegar a uma redação, de que aquelas cinco linhas que o editor lhe pediu serão refeitas ad infinitum, ou ficarão ridiculamente mal feitas na edição de amanhã? É parecido, só que geralmente você precisa reescrever 10, 12 laudas.

Por outro lado, é bom ser um principiante novamente, ter a sensação de pisar em terreno minado ao lidar com o teclado. Quando você vai pegando o traquejo da notícia, ou da reportagem, por exemplo, há uma acomodação da narrativa - aquilo que alguns, mais audaciosos ou cheios de si, costumam chamar de estilo. Eu mesmo, em algumas reportagens, já vinha notando isso nos meus textos.

Mas, como imprimir um 'estilo' a um discurso tão esquematizado como o científico? Tenho lido bons trabalhos de gente tarimbada, mas que tão na lida há, no mínimo, uma década. Dá uma certa aflição pensar que essa 'marca pessoal' possa demorar tanto tempo para ser atingida.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Abrideira

Entonces.

Com tanto neguinho 2.0 por aí, o que diabos tô fazendo aqui abrindo um blog, essa coisa tão da década passada?

Não sei ainda ao certo. Talvez mais pra frente, com um mês ou dois, fique meio claro, se não para mim, ao menos pros leitores que se aventurarem a parar por aqui e tirar um dedo de prosa.

Podia tentar um espaço em algum veículo de comunicação, 'para dar moral', sabe?, ou quem sabe aumentar minha participação no site Substantivo Plural, onde ganhei uma banca de colunista do amigo Tácito Costa.

Mas, no primeiro caso, não queria me prender a uma obrigação de trabalho, com tantos afazeres a me atarantar o juízo. E, quanto ao Substantivo, não achei justo publicar por lá textos que falassem exclusivamente ao meu umbigo. Correria o risco de ser confundido com outros participantes do blog.

A intenção (e espero minha vaga no inferno por cada uma das que tive até hoje) é que esse espaço funcione mais ou menos como os primeiros blogs, sendo um diário virtual, uma exposição narcisística e sem-vergonha da vida alheia. No caso, a minha. E ainda alguns textos e pensatas sobre assuntos que estejam em pauta (a minha, não a do Jornal Nacional). Sem falar em resenhas de leituras e algumas elocubrações, frutos do mestrado em Comunicação que comecei este ano aqui na UFPB. Enfim, um cabaré.

A inspiração descarada vem do Sopão do Tião, blog do jornalista Sebastião Vicente, o eterno Sebá, pelo menos pra mim e papai.

Posso não ser a pessoa mais querida do mundo - acho que sequer era a do prédio onde morava -, mas acredito que deixei alguns amigos em Natal. Sem falar naqueles que foram embora antes de mim, e hoje estão por aí.

São estes, portanto, meu público em potencial. Não significa que o leitor desavisado a passar por aqui não seja bem-vindo. Pelo contrário. Fiquem à vontade para ler, refutar, concordar, fazer jabá (dependendo do produto, rola comissão).

Só não tentem entender como funciona essa birosca. Essa prerrogativa é da casa.

Besos.